
Renata Rocha
10 de jun.2 min de leitura
O Barulho Estrondoso da Paz
Não procuro alguém para carregar os meus pesos. Carrego os meus há muito tempo. Não preciso de quem pague os meus boletos, organize a minha rotina ou resolva as pequenas urgências da vida. Para tudo isso, aprendi a me bastar. O que procuro é outra coisa. Procuro alguém diante de quem eu possa descansar as armaduras. Alguém que me olhe nos olhos e entenda os silêncios que nem eu consigo traduzir. Que não transforme afeto em jogo, presença em estratégia ou sentimento em disputa






