Entre o Acaso e a Escolha - Parte 1
- Renata Rocha

- 28 de abr.
- 1 min de leitura
Por acaso, eu encontrei você.
Como quem desliza o dedo por uma tela sem esperar muito — só mais uma imagem, mais um rosto, mais um talvez — até que, de repente, algo prende. Algo fica. Algo atravessa. E ali, no meio do comum, você aconteceu.
Te encontrei da forma mais casual que o universo poderia desenhar. Sem aviso, sem roteiro, sem preparação. E, ainda assim, tudo em mim reconheceu. Como se, no meio do acaso, houvesse um tipo raro de certeza — silenciosa, mas impossível de ignorar.
E foi então que o acaso deixou de ser suficiente.
Porque te querer por perto já não cabia na sorte, na coincidência ou no “quem sabe”. Eu quis você ficando. Quis você permanecendo. Quis você sendo parte — não de um momento, mas de tudo aquilo que ainda nem aconteceu.
Talvez tenha sido por acaso o caminho que me levou até você naquele lugar. Mas não se engane: não houve nada de acidental quando eu escolhi te pedir pra ficar. Aquilo foi decisão. Foi coragem. Foi risco. Foi vontade atravessando qualquer dúvida.
E, desde então, o acaso mudou de nome.
Porque o que era encontro virou presença. O que era dúvida virou desejo. O que era instante virou história.
E agora, se me perguntarem o que eu quero, eu não vou falar sobre coincidências, destino ou sorte.
Eu vou falar sobre escolha.
Porque, no fim, você nunca foi um acaso.
Você foi — e continua sendo — a decisão mais bonita que eu tive coragem de fazer.
Renata Rocha




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