Um poema, talvez
- Renata Rocha

- 11 de mai. de 2018
- 1 min de leitura
Talvez um dia eu olhe para você e apenas olhe,
Talvez eu não sinta tanto, ou sinta ainda mais forte,
Talvez um dia eu olhe para você e me arrependa,
Me arrependa de não ter tentado um pouco mais.
Talvez eu me arrependa de ter insistido tanto
Talvez eu ainda quisesse ter lutado ou derramar mais nosso pranto,
Talvez ainda queira ouvir teu canto,
Ou mais uma vez tocar teu manto.
Talvez você tenha sido o amor que eu sempre sonhara,
Talvez por isso,nunca te encontrara,
E na tentativa de te manter em mim, nos matara,
No tempo em que nem alcançara.
Talvez eu devesse te deixar ir e simplesmente desistir,
Talvez não devessemos ainda insistir,
Talvez aquele beijo, tanta dor por existir...
Enfim, ir.
Talvez o melhor seja nos contentar e seguir,
Talvez o melhor ainda seja partir..fluir...fugir,
Talvez já soubéssemos,
Amor errado não pode persistir, resistir.(sim)
Talvez a gente se esbarre por aí,
Talvez falemos disso um dia,alí,
Talvez não sangre tanto,
Talvez eu queira mais uma vez ouvir teu canto.
Talvez...
Renata Rocha




Lembro-me perfeitamente do dia em que escrevi esse "Talvez". Era fim de tarde e eu estava no meu quarto e mil coisas se passavam dentro de mim. Eu nem sei no que exatamente pensava, só sei que pensava em muitas coisas e depois de algumas palavras lançadas numa folha de papel qualquer, saiu isso. Não sei se bom ou ruim, só sei que ele está aí. No fundo, tudo que eu queria era que tudo isso fosse real e que eu conseguisse por em prática tudo que escrevia. Nesse dia eu entendi que, por mais difícil e doloroso o momento, se olharmos "direito", vamos ver e extrair coisas lindas.
Renata Rocha RR