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   Renata Rocha

  Livros, Poesias,Velas e Vinhos

Só desabafo

  • Foto do escritor: Renata Rocha
    Renata Rocha
  • 19 de mai. de 2018
  • 3 min de leitura

Estava aqui, em meio a tantos livros, apostilas e questões complexas sobre o enem e de alguma maneira algo me incomodou mais uma vez. Sabe, esses dias não tem sido nada fáceis. Eu ando pensativa e sem muitas emoções. Não sei te dizer exatamente o que está a se passar dentro do meu coração e da minha mente. Mas algo está a me tirar a concentração. Tenho focado ao máximo em tudo que me propus a fazer,mas parece que do nada eu desanimo e então nada mais parece fazer sentido. Ouço insistentemente uma musica que só me lembra você. É como se eu quisesse te tirar de mim e ainda assim, te ter por perto. É uma briga constante entre ligar e não ligar. É uma infinita contradição entre ir, mas precisar voltar, e nesse conflito todo eu me sinto cada dia mais anestesiada para amar. É como se aos poucos eu fosse simplesmente me isolando de tudo que faz bem e construísse um mundo sem tantos sentimentos, mais racional do que emocional. Essas lembranças me recordaram uma moça de um tempo atrás. Alguém que eu pensei ter ido embora para não mais voltar. Alguém que sinceramente, não sentia falta. Uma Renata que não tinha tantas emoções e que somente se interessava por si. Fico assustada com tudo isso que está acontecendo comigo. Esse foco exagerado em algo. Esse "descaso" por outros". Alguns dias eu me sinto mais perdida que gringo em roda de samba. Eu simplesmente não me encontro e então, choro. Não sei se de tristeza ou solidão,apenas choro e não me importo com isso. Eu sinto como se não estivesse aqui. Sim, meu corpo se faz presente, mas minha alma e meus sentimentos, não. Eu penso, penso e penso um pouco mais onde está o erro, onde encontra-se o acerto e nada, nada surge para fazer sentido. Algumas palavras suas não me saem da cabeça e então penso que vou enlouquecer. Não me importo mais com o que aconteceu e como aconteceu, me importo somente com o que ainda vai acontecer. A psicologa disse que escrever pode me ajudar, escrevo há tanto tempo e talvez ela tenha razão, ou não. Não sei se faz tão bem assim. Tudo que escrevo, tudo que recito parece ter você. E eu juro que não é de propósito, juro. Mas é que toda essa dor só me lembra você. Sabe, eu estou bem, e eu sei disso. Não quero a gente de novo, não quero toda aquela dor infinta, nem as falsas juras de amor ou os "eu te amor" de momentos. Eu só quero minha paz de volta, minha menina feliz gritando aqui. Quero meu riso fácil e minhas chatices sem você no meio. Quero apenas viver por mim de novo. Não quero mais chorar por isso, não por você, não vale a pena. Então, por favor, não volte mais, não mande mensagem, não ligue, não dê sinal de existência. Apenas vá e deixe-me ir também. Eu mereço tentar uma vez mais. Torço para que todos encontremos a paz necessária e que consigamos viver em harmonia com nossos passados e pesadelos, mas nós somos apenas isso, passado. Só deixe-me viver sem sentir que minha vida escorre entre meus dedos um pouco mais a cada dia. Deixe-me construir minha estrada sozinha, você não precisa bagunçar ainda mais minha estrutura emocional, juro que não sei se possuo tanta força assim para me reconstruir novamente. E se você realmente me "ama" faça a única coisa digna no meio de tanta sujeira, permita-me tentar.

Boa sorte para você também.


Obrigada,

Renata Rocha

 
 
 

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