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   Renata Rocha

  Livros, Poesias,Velas e Vinhos

(IN)Substituível

  • Foto do escritor: Renata Rocha
    Renata Rocha
  • 5 de out. de 2020
  • 2 min de leitura

Não somos insubstituíveis, diariamente estamos sujeitos a sermos convidados a nos retirarmos de um determinando local que habitamos, quer seja na vida de alguém ou de um cargo ocupado num determinando emprego. Vai ter sempre alguém que faça algo ou alguma coisa “melhor” do que a gente, assim como a gente pode executar algo como ninguém jamais conseguiria (errado, tem sempre alguém que sabe um pouco mais ou que se esforça mais). Podemos e devemos evoluir a cada queda e tropeço que a vida nos impõe, mas é preciso querer mudar e evoluir, não exatamente para alguém e se por acaso essa mudança for por alguém, que seja por você.

Em algum momento da vida você vai, com toda certeza se deparar com uma grama mais verde do que a sua, com uma ideia que funcione melhor naquele momento que não tenha partido de você ou em algum desse mesmo dia uma chuva mais forte vai te “prender” numa esquina qualquer na volta pra casa depois de um longo dia de trabalho, enquanto você está lá parado, pare de balançar um pouco as pernas, de mexer no celular, olha pra chuva, observe como ela se rende ao chão, como todas as gotas que caem no chão se formam uma única corrente e vão juntas em harmonia. Quando a chuva passar, olha pro alto, pro céu, por incrível que pareça, quanto mais forte e demorada ela é, mais limpo e claro o céu parece ser. É lindo ver como o tempo se transforma e se refaz cada vez que a chuva passa. Mas ele também é substituído, assim como qualquer outro. A grande chave é como a gente se reinventa após isso, como a gente encara que não somos perfeitos e que daqui a pouco cedemos o lugar para outrem e assim sucessivamente, todos somos substituíveis, mesmo quando acreditamos não sermos. Acho que no fundo eu sempre busquei entender como é, simplesmente sair da vida de alguém, seja por vontade própria ou apenas coincidência do destino, é estranho ter alguém tão próximo de você hoje e amanhã ela apenas desaparece, aos poucos ou rapidamente e vamos cedendo lugar a outros. É como se as pessoas virassem instantes e o tempo se tornasse somente isso, tempo. E nós, aos poucos os tornamos apenas hospedagens de viajantes sem parada fixa.

Quando uma chuva forte te prender numa esquina qualquer, pare de balançar a perna e olhar o relógio, olhe pra chuva, aprenda com ela como a gente se refaz, você pode se surpreender com as coisa que podes aprender se você se permitir, ver. Obrigada.

RR

 
 
 

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