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   Renata Rocha

  Livros, Poesias,Velas e Vinhos

(Des)encontros

  • Foto do escritor: Renata Rocha
    Renata Rocha
  • 25 de dez. de 2020
  • 2 min de leitura

Quase sempre nos amávamos.

Algumas vezes apenas contemplavámos um nascer ou pôr do sol.

E em algumas vezes apenas sentíamos o vento do mar nos tocar a face.

Vez ou outra sorríamos ou choravámos. Dependia da nossa vontade. Intimidade já havia, então era normal nos consolarmos uma esconstada no ombro da outra. Ali tínhamos um mundo inteiro de possibilidades ( mas falo sobre isso em outro momento).

Vez ou outra pensávamos que seria a última vez, talvez por isso sempre deixavámos um pouquinho para depois. Tinha sempre uma vontade para lembrar mais tarde. Um olhar perdido no meio da confusão que eram as vidas, um beijo no final do outro que fora rápido, um abraço que terminara antes do outro se iniciar.

Vez ou outra eu pensava se era sonho ou verdade, se éramos nós ou individual.

Vez ou outra ainda penso, mas talvez agora eu saiba diferenciar ambas questões.

Vez ou outra penso em voltar naquele tempo, naquele lugar, em todos aqueles lugares, em todas aquelas ruas que cortavámos caminhos para a viagem parecer mais longa para que então o cheiro no pescoço se perdurasse por mais alguns instantes. Vez ou outra sinto aquele perfume que naquelas noites fugidas me embreagava a alma e me fazia esquecer que outras vidas existiam fora daquelas 4 paredes que nos protegia.

Vez ou outra eu te odeio com toda a minha alma, na maioria das vezes te amo com todas as forças que o planeta pode emanar. E por tanto te amar é que vez ou outra, por exemplo, como agora, é que me pego a pensar em tudo que já falei aqui ou em qualquer outro dos meus textos, alguns publicados e outros guardados apenas em mim. É por tanto amar que sempre estive aqui, a pensar e novamente te amar. É por tanto te amar que vez ou outra queria simplesmente te encontrar e deixar que o universo fosse só nosso e do nosso amor. É por tanto te amar que, em milhares de vezes precisei desabafar escrevendo para não sair correndo daqui e ir embora contigo para qualquer outro lugar

para então te amar por mais uma noite à beira daquele mar ou naquele motel barato onde por tantas noites vivemos do sonho a realidade. É por tanto te amar que vez ou outro me encontro aqui a pensar......como agora.



Renata Rocha RR



 
 
 

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